O NÓ DO AFETO

by Eloi Zanetti
Era um reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.
Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.
O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.
Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros. O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença.
Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos ‘ouçam’ o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro, etc.
Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó.

fonte: reproduzido da RevistaTiquinho

* E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?
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FELICIDADE REALISTA

by Martha Medeiros

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.

* A Martha Medeiros dá uma “aula” de felicidade…
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VIVA A VIDA


A grande maioria dos brasileiros continua sendo contrária à legalização do aborto. De acordo com recente pesquisa do Instituto Vox Populi encomendada pelo Portal iG a grande maioria dos entrevistados (80%) é contra mudanças na normativa jurídica que regula o tema.
O aborto mata um ser humano em gestação; é um atentado contra um ser indefeso, uma covardia. Ainda que tenha havido uma concepção por estupro, não se justifica esse mal, pois a justiça deve punir o agressor e não a criança, tirando-lhe a vida. Ainda que uma criança esteja sendo gerada com alguma deficiência, não se justifica matá-la; ao contrário, as verdadeiras civilizações se caracterizam por proteger os mais fracos, e não por os matar.
O anencéfalo é um ser humano; é dotado de uma alma imortal, tem vida. Não importa quanto tempo vá viver, a sua existência tem de ser respeitada pela mãe e pelo Estado.
 Desde o século XIX a ciência reconhece que a vida humana se inicia na concepção. O maior geneticista do século XX, Dr. Jerome Lejeune, descobridor da Síndrome de Down, atestou esta verdade. Não existem tratados de embriologia que neguem esse fato. O embrião cresce com autonomia, tem sexo definido, é completo e vai se desenvolver até a sua morte a partir de tudo o que já possui. Toda a mensagem de sua vida já está ali completamente definida. Ele só precisa de três condições para seguir sua vida: oxigênio, nutrição e tempo, o mesmo de que nós precisamos. A vida intrauterina é apenas uma das etapas do desenvolvimento do ser humano, eliminar qualquer etapa significa encerrar as demais fases futuras de uma vida.
A mãe jamais tem o direito de eliminar um filho que está em gestação; é uma vida independente dela; e a mulher, acima de tudo, foi criada para dar e gerar a vida. Ainda que o nascituro esteja temporariamente dentro do corpo de sua mãe, ele não é parte deste corpo. É um descalabro uma mãe matar o próprio filho, nem a cobra venenosa faz isso.
Se damos à mãe o direito de matar um filho em seu ventre, porque é um “estorvo” para ela, teríamos de dar o mesmo direito a um filho de eliminar a sua mãe velha e doente que é um “estorvo” para ele. Se existe direito ao aborto, então, temos real direito de matar qualquer um, a diferença será apenas a idade da vítima. Mas assim, eliminamos o amor, a fé, a caridade.
Sabemos que 50% dos bebês abortados são mulheres, o que demonstra que o aborto não é instrumento de defesa do sexo feminino; é uma aviltação deste.
Todos aqueles que defendem o aborto já nasceram; vivem porque tiveram acesso primeiramente ao direito à própria vida. Nenhum direito humano ficará de pé se for eliminado “o direito de nascer”.

* Vale a pena dar uma força para a vida. Estamos vivos e podemos orientar quem passa por essa opção de gerar ou não.
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O CÂNTICO DA TERRA

by Cora Coralina

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.


* Muito bonito, não acham???!!!
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PRINCÍPIOS MORAIS …

by Sara Maria Binatti dos Anjos
Fui criada com princípios morais comuns. Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os “lanterninhas” dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente a policiais, mestres, aos mais idosos, autoridades. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade. Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo que meus filhos um dia temerão. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos. Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidades de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial.
Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas. Policiais em blitz são abuso de autoridade. Regalias em presídios são matéria votada em reuniões. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Não levar vantagem é ser otário. Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão. Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos. O que aconteceu conosco?
Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas portas e janelas. Crianças morrendo de fome, gente com fome de morte. Que valores são esses?
Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brindes por passar de ano. Celulares nas mochilas dos que recém largaram as fraldas.
TV, DVD, telefone, vídeo-game, o que vai querer em troca desse abraço, meu filho?
Mais vale um Armani do que um diploma. Mais vale um telão do que um papo.
Mais vale um baseado do que um sorvete. Mais valem dois vinténs do que um gosto. Que lares são esses?
Bom dia, boa noite, até mais. Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente e o presente uma droga. O que é aquilo?
Uma árvore, uma galinha, uma estrela. 
Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo?
Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho?
Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo?
Quando foi que fechei a janela do meu carro?
Quando foi que me fechei?
Quero de volta a minha dignidade, a minha paz.
Quero de volta a lei e a ordem, a liberdade com segurança.
Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores.
Quero sentar na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho.
Quero a vergonha, a solidariedade e a certeza do futuro.
Quero a esperança, a alegria.
Teto para todos, comida na mesa, saúde a mil.
Não quero listas de animais em extinção.
Não quero clone de gente, quero cópia das letras de música, cultura e ciência.
Eu quero voltar a ser feliz!
Quero dizer basta a esta inversão de valores e ideais.
Quero mandar calar a boca de quem diz “a nível de”, “enquanto pessoa”, “visa resgatar”. 
Quero xingar quem joga lixo na rua, quem fura a fila, quem rouba, quem ultrapassa a faixa, quem não usa cinto, quem não dignifica meu/seu voto.
Quero rir de quem acha que precisa de silicone, lipo-aspiração, dieta, cirurgia plástica, carro zero, laptop, bolsa XYZ, calça ZYX para se sentir inserido no contexto ou ser “normal”.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”!
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã! E definitivamente comum, como eu.



* Vamos fazer a nossa parte???!!!
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FRAUDES EM ALIMENTOS


As fraudes em alimentos ocorrem por atuação de fatores circunstanciais ou deliberadamente provocados sobre os alimentos descaracterizando-os do seu ponto de vista comercial ou biológico, tornando-os passíveis de restrições legais quanto ao consumo, ou seja, são alterações, adulterações e falsificações realizadas com a finalidade de obtenção de maiores lucros, são artifícios usados sem o consentimento oficial, resultado da modificação de um produto, visando lucro ilícito e que não fazem parte de uma prática universalmente aceita.
Estas operações procuram ocultar ou mascarar as más condições estruturais e sanitárias dos produtos e atribuir-lhes requisitos que não possuem.
O problema das fraudes é bem antigo, e com o progresso tecnológico e a evolução do mundo também estes fenômenos evoluíram.
Os fraudadores são muito criativos, frequentemente bem informados, flexíveis e adaptáveis a novas situações, por isso novas fraudes aparecem sempre, se ajustando e aproveitando cada nova oportunidade.
No caso dos produtos de origem animal, como a carne, as fraudes mais comumente observadas são o uso de lâmpadas coloridas, telhas ou coberturas de lona coloridas (vermelho, laranja ou amarelo) com a finalidade de mascarar a cor real da carne, vender produtos a granel após ter o prazo de validade expirados (como exemplo salsichas à vácuo e cortes de frango), reutilização ou uso de selos ou lacres oficiais usados em produtos inspecionados em outros produzidos clandestinamente, raspar com palhinha de aço a data de fabricação ou de validade de produtos perecíveis e colocar nova data, aposição de etiquetas de preços sobre a data de fabricação ou prazo de validade impressos na rotulagem com o intuito de dificultar a visualização do consumidor, reembalagem de alimentos danificados ou remoção mecânica ou química de sinais de deterioração, especialmente mofos e bolores, usando agentes químicos ou físicos.
As fraudes em alimentos são divididas em quatro grandes modalidades:
Fraudes por alteração (enzimáticas, químicas, microbiológicas, macrobianas, entre outros), por adulteração (adição, subtração, etc.), por falsificação e por sofisticação.
Do mesmo modo que as técnicas fraudulentas evoluem, os sistemas de detecção das mesmas continuam também a melhorar.
Sendo a maioria das fraudes de difícil percepção para o consumidor, cabe a entidades responsáveis pelo controle de qualidade de alimentos verificar e controlar os possíveis tipos de fraudes que podem ocorrer.
Apesar de existirem diversos métodos de detecção de fraudes, ainda há fraudes de difícil visualização.
Se já é difícil a verificação por pessoas treinadas, por consumidores comuns é de extrema dificuldade.
Enfim, cabe aos órgãos responsáveis pelo supervisionamento e pela qualidade dos alimentos investirem mais em tecnologia para melhorar o sistema de detecção de fraudes, sempre visando como prioridade o consumidor, que é o maior prejudicado.

Fonte:
Fundamentos de Higiene e Inspeção de Carnes/ Luiz Francisco Prata, Rubens Toshio Fukuda- Jaboticabal: Funep, 2001.
Princípios de Tecnologia de Alimentos/ Altanir Jaime Gava- São Paulo: Nobel, 1984.
Tecnologia de Alimentos/ José Evangelista- São Paulo: Atheneu, 2005.
Fraudes em alimentos: Tipos e Detecção/ Trabalho acadêmico apresentado ao Curso de Bacharelado em Química de Alimentos da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2009.


* É sempre bom dar uma verificada nos alimentos que estamos consumindo, não é???!!!
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INSEGURANÇA, O DESAFIO NOSSO DE CADA DIA

Quando éramos apenas crianças, nossos pais assumiam a frente daquilo que precisávamos fazer. Eles eram nossos tutores e em todas as nossas necessidades ou dúvidas nós recorríamos a eles.
Hoje, muitas vezes, hesitamos diante de uma situação quando queremos nos arriscar em algo novo. Seja numa troca de emprego ou numa nova atividade profissional, seja na compra de uma casa ou em qualquer outra situação, que possa acarretar uma escolha definitiva, nossos temores certamente vão aflorar. Com isso, a preocupação e o medo de perder aquilo que já foi conquistado impedem a pessoa de viver uma nova experiência.
Quando consideramos algum tipo de mudança em nossa vida significa que não nos sentimos completamente felizes na condição atual. A falta de perspectiva ou algum outro tipo de insatisfação nos levam a cogitar a possibilidade de sair da comodidade que vínhamos vivendo. Mas, ainda assim, a nossa insegurança nos prende àquilo com o que estávamos acostumados ou nos fazia sentir seguros.
Dentro de um relacionamento, alguém inseguro nunca se sente confortável, pois o temor constante de perder a quem conquistou faz com que ele acabe tentando controlar, acirradamente, os passos de quem ama. Entretanto, há quem viva no extremo desse mal e, da sua insegurança exacerbada, nutre o ciúme. Na tentativa de proteger-se daquilo que assombra seus pensamentos, a pessoa insegura formula para a outra com quem se relaciona quase que um inquérito se a vê conversando com alguém ou se, por um contratempo, o encontro agendado é cancelado ou simplesmente adiado.
Acredito que todos nós, em vários momentos, já sentimos os efeitos da falta de segurança. Embora conheçamos o nosso potencial para realizar algo novo, sempre nos pegamos avaliando as possibilidades dos acontecimentos, caso estes não atinjam o resultado esperado. Pois, sabemos que, de alguma maneira, todas as nossas atitudes acabam apontando para um novo direcionamento de nossa vida.
Diante das incertezas ou do conhecimento sobre as consequências de uma ação  o medo nos freia.
Uma pessoa insegura se torna facilmente influenciada por outras por esperar delas a validação de seus atos. A insegurança talvez seja um dos maiores desafios que precisamos lutar para controlar.
Podemos nos aconselhar com pessoas mais experientes sobre determinado assunto, ou até mesmo saber a opinião daquele com quem nos relacionamos sobre nossos objetivos, mas cabe a nós assumirmos a responsabilidade dos compromissos que queremos abraçar.
A confiança é um processo gradual e lento que vem acompanhada do amadurecimento. Precisamos trabalhar para conquistá-la, pois é com essa virtude que aprenderemos a enfrentar os desafios impostos pela vida.

* Na realidade tudo o que a gente planta, a gente colhe. Não é???!!!
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TIMIDEZ É DOENÇA?

by Beto
fonte:  Você Sabia?
Agora, comportamentos tímidos, de luto ou excêntricos estão sendo classificados como transtornos mentais, deixando milhões de pessoas com o diagnóstico de distúrbios psicológicos.
A mais recente edição do Manual de Diagnósticos e Estatísticas (MDE) de Doenças Mentais  inclui também o vício da Internet e do jogo como problemas médicos. Apesar do Manual ser destinado aos Estados Unidos, especialistas afirmam que o problema afeta todos os países.
“Nós precisamos ter muito cuidado antes de exportar definições de doenças e distúrbios”, comenta Simon Wessely, psiquiatra de Londres. “
Em 1840, o censo americano incluía apenas uma categoria de doença mental.
Em 1917, a Associação de Psiquiatria Americana reconheceu 59, subindo para 128 em 1959, 227 em 1980, e 347 na última revisão.
Nós precisamos mesmo de todas essas definições?”, ele pergunta.
Provavelmente não.
Há perigo, sim, da timidez ser considerada uma fobia social.
Peter Kinderman, da Universidade de Liverpool, afirma não ser “humano” descrever pessoas tímidas ou em estado de luto como mentalmente doentes.
Algumas associações e psicólogos britânicos já se pronunciaram contra as mudanças.
Uma petição para tentar parar a publicação do manual atingiu 11 mil assinaturas de psicólogos.
Existe o receio de que as novas classificações sejam influenciadas por companhias de medicamentos que esperam ganhar dinheiro com um maior número de doenças, já que o sistema privado de saúde americano exige um diagnóstico reconhecido pelo manual.
“O MDE-5 vai expandir radicalmente as fronteiras da psiquiatria. Milhões vão receber diagnósticos e tratamentos inapropriados”, afirma Allen Frances, da Universidade Duke, na Califórnia do Norte.
A polêmica está estabelecida. Resta esperar, para ver quem tem razão.
Apenas uma dúvida: timidez, no fundo, é medo. E medo, todos nós temos.
Será que somos todos loucos? Ou serão os psiquiatras e psicólogos mais loucos do que os seus pacientes?
É possível, afinal, existe aquele velho ditado que afirma:
“De médico e louco, todos nós temos um pouco”.

* Não acham que estão exagerando nos modelos comportamentais???!!!
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APARÊNCIA OU CORAÇÃO !?

Experimente ultrapassar aquilo que lhe é dito a respeito das pessoas.

Infelizmente e na maioria das vezes, o que assimilamos sobre os demais não é a verdade; é quase sempre o resultado de experiências que outros viveram em nosso lugar e não é justo nos relacionarmos com as pessoas a partir da experiência de outros.

Quem dera, um dia, olhemos as pessoas como Deus as fez e não como nos dizem que elas são.

Lembrei-me agora de Davi!

Deus não viu a aparência dele, e porque viu o coração, o escolheu!

Façamos o mesmo!


* O popular sempre diz: “Quem vê cara não vê coração”. Será verdade???!!!
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TODO DIA EXISTE DEUS

Um dia me perguntaram se eu acreditava em Deus.

Eu então lhes respondi da maneira como eu pensava.
Entre a lua e as estrelas num galope, num tropel,
Pisando nas nuvens brancas eu vi Deus passar no Céu.

Todo dia existe Deus…
No sorriso da criança, no canto dos passarinhos,
No olhar, na esperança…

Todo dia existe Deus…
Na harmonia das cores, na natureza esquecida,
Na fresca aragem da brisa, na própria essência da vida…

Todo dia existe Deus…
No regato cristalino, pequeno servo do mar,
Nas ondas lavando as praias, na clara luz do luar…

Todo dia existe Deus…
Na escuridão do infinito, todo ponteado de estrelas,
Na amplidão do universo, no simples prazer de vê-las…

Todo dia existe Deus…
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
Nos movimentos da Terra, que gira incessantemente…

Todo dia existe Deus…
No orvalho sobre a relva, na natureza que encanta,
No cheiro que vem da terra, e no sol que se levanta…

Todo dia existe Deus…
Nas flores que desabrocham perfumando a atmosfera,
Nas folhas novas que brotam anunciando a primavera…

Deus é capaz, Deus é paz,
Deus é a esperança, é o alento do aflito,

O Criador do Universo, da luz, do ar, da aliança…

Deus é a justiça perfeita, que emana do coração.
Ao perdoar quem ofende, Ele é o próprio perdão…

Será que você não viu ainda o rosto de Deus
No colorido mais belo dos olhos dos filhos seus?

Deus é constante e perene, é Divino, de tal sorte
Que sendo a essência da vida é o descanso na morte…

Não há vida sem a volta e não há volta sem vida.
A morte não é a morte, é só a porta da vida…

Todo dia existe Deus…
No ciclo da natureza, neste ir e vir constante,
No broto que se renova, na vida que segue adiante,
Em quem semeia bondade, em quem ajuda o irmão
Colhendo felicidade, cumprindo a sua missão…

Todo dia existe Deus…
No suor de quem trabalha, no calo duro das mãos,
No homem que planta o trigo, no trigo que faz o pão,
Você pode sentir Deus dentro do seu coração…



by Rita Pando – Direitos reservados à Paróquia Santa Catarina – Vila Santa Catarina - São Paulo – SP





* Como hoje estamos meio “robotizados” achei interessante este poema que valoriza o que é essencial para nós. Não acham???!!!

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